Foi aqui que tudo começou. A ideia original nem sequer nasceu do estaleiro: nasceu de olhar para as milhares de rotundas espalhadas pelo país e imaginar cada uma delas como uma pequena floresta, em vez de relva cortada e algumas plantas ornamentais. Foi esse mote que levou à conversa com a Lisnave, e o desafio foi transformar essa ideia num teambuilding interno que mudasse, ali mesmo, a forma como se plantavam árvores no estaleiro.
O formato circular da ilha não é acaso. É uma referência direta à rotunda que deu origem ao conceito. Num espaço industrial junto ao Sado, com um solo pobre e compactado pelo movimento constante do estaleiro, plantaram-se 150 árvores e arbustos de 23 espécies nativas, escolhidas a partir de uma volta pelo terreno à procura do que já crescia por ali e do que seria nativo da zona sul, com a Arrábida como referência.
Os colaboradores da Lisnave participaram ativamente na plantação, o que trouxe outra dimensão ao projeto: já não era só sobre restaurar solo e criar sombra, mas também sobre reaproximar as pessoas da natureza dentro do próprio local de trabalho, mesmo em pleno contexto industrial. Usando o método Miyawaki, a floresta cresce mais depressa que uma plantação convencional e tornou-se autossustentável ao fim de dois a três anos.