Mais de 150 árvores e arbustos nativos, plantados em alta densidade pelo método Miyawaki, transformaram um espaço da escola numa floresta pensada para crescer depressa e regenerar o solo. Mas o que distingue esta ilha das outras é o que aconteceu depois da plantação: o espaço passou a funcionar como um verdadeiro laboratório vivo, onde alunos e professores acompanham de perto processos que normalmente ficam invisíveis — regeneração do solo, retenção de água, regulação do microclima, interação entre espécies.
É também aqui que decorre a primeira experiência do género no projeto: o teste de potes de barro para rega subterrânea, uma tecnologia milenar que liberta água lentamente e diretamente junto às raízes, reduzindo a evaporação. É o primeiro ensaio a compreender como otimizar o uso da água em florestas urbanas densas, em pleno contexto mediterrânico, e os resultados vão ajudar a decidir se a técnica se replica noutras ilhas.
O projeto nasceu de um processo colaborativo entre alunos, professores e parceiros locais, e serve hoje como estudo de caso de como uma escola pública pode contribuir ativamente para a adaptação climática e a educação ambiental prática.